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Voltando a me enamorar

Chamem-se de insana, louca, desvairada.
Comecei Letras amando Gramática: Morfossintaxe. 
Nos primeiro e segundo períodos queria sinceramente escrever uma Gramática.
Titio Luís Cláudio me ensinou a ser crítica antes da hora.
Titio Fernando me ensinou Morfossintaxe de verdade. Amei. Passei a entender. Aprendi a brincar com as palavras, mas virei um pouco purista.
Veio o terceiro período, nossa que desânimo. Empurra com a barriga. Nem uma remota nuvem de Português. 
Veio-me a ideia de nem escrever Gramática nenhuma no Doutorado, e sim terminar Letras e partir para Design de interiores. Entretanto, concomitantemente, com tempo para pensar, comecei a fazê-lo sobre alguns problemas na Gramática.
Então conheci a titia Nely, que me ensinou o Novo Acordo. Comecei a ver uma forma diferente de ensinar Português: com humor. O riso faz aprender.

E agora vai ser assim: ensinando a macetear, fazendo piadinha, riminha, contando historinha, usando e abusando da Literatura, dando-lhe uma, lhe dando duas, três razões para entender Gramática.... 
Não preciso ser tão purista assim. Preciso ensinar corretamente, mas do método deixa que eu cuido. 
Porque ensinar LÍNGUA PORTUGUESA de cara fechada não ajuda ninguém.

Em suma, estou empolgada de novo com o Português tudo por causa de um resuminho pouco cansativo de 78 páginas (e crescendo) que estou fazendo para concurso.

Maluca? Sou... Pela estrutura sim, mas pelo conteúdo também.

Beijos.
Boa madrugada.

Att,
Gramática Stella. (risos)

(piadinha dedicada ao Nicolas e ao Diego).


Por fim, AVUA BESOURO - Emicida.
Não tem nada a ver com a postagem, mas curti o som, desde que ouvi em 2010.








Comentários

Penso que a credibilidade de um profissional não se mede por caras e bocas, piadas ou gracejos. O aluno sabe avaliar se o professor tem ou não conhecimentos e propriedade para falar o que fala, se o professor consegue ou não fazer-se entender. No final das contas, é isto o que importa: o acontecimento discursivo, a interação entre docente e discente. O resto é verborragia.

Antes de pensar em escrever uma gramática, estude Gramática, de verdade.

Abçs e felicidades em seus planos.
Ella ABp disse…
Fernando, espero que não tenha entendido como uma crítica a ninguém. Eu só quis mostrar que conforme vou aprendendo mais sobre Gramática e Língua Portuguesa em seus pormenores, estou aperfeiçoando minha forma de enxergá-la. Estou formulando críticas minhas, estou saindo da repetição. Óbvio que tenho muito, mas muito mesmo a percorrer. Porém estou voltando a ter gosto pelo Português e conseguindo mesclar os ensinamentos para me tornar uma futura professora que saiba ensinar e se fazer entender. E, principalmente, aprender com os alunos, essa é a melhor forma de ensiná-los. E percebi que umas das melhores formas de aprender é usando o riso. Sempre aprendi mais assim, quando entrava um Chifrósio ou uma Malandrósia no meio era incrível como ficava mais fácil.

Beijão, professor.
Não entendi o texto como crítica a uma pessoa em particular, mas como manifestação de certa ideologia recorrente no discurso dos pedagogos: a tese de que o professor precisa de algo mais, além dos seus conhecimentos e seu potencial de se fazer entender. É contra essa ideologia que me coloco, sem pretensões axiomáticas.

Há professores que dão aulas tocando violão; outros lecionam através de peças de teatro; outros são espirituosos. Enfim, há um sem número de professores buscando alternativas para atrair a atenção de seus alunos. Este tempo todo de magistério, entretanto, me tem provado que o aluno sabe respeitar qualquer tipo de professor, desde que ela seja honesto, desde que ele tenha de fato conhecimentos e se faça entender. E é isso que está difícil.

Hoje há muitos professores metidos a engraçados, metidos a cientistas ou artistas, mas que na verdade não têm muitos conhecimentos e, consequentemente, não se fazem entender junto a seus alunos. Trata-se de uma realidade triste, que esconde uma tendência aqui no Brasil: a de que mais valem os gracejos, as supostas camaradagens, os “acordos” para aprovações, do que o verdadeiro conhecimento construído.

Nas aulas atuais, tenho usado poucos “malandrésios” e “chifrósios” e muitos “josés” e “marias”. O efeito e o retorno de meus alunos, no entanto, têm sido os mesmos.

Abraços e parabéns por desejar ser professor.

E volto a afirmar: estude Gramática! Estude mesmo! São raros os bons professores de Gramática! Estamos precisando!
No comentário anterior, onde se lê "desde que ela seja honesto" (segundo parágrafo), leia-se "desde que ele seja honesto".