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O dia clareou. O frio deu lugar ao calor da tarde. E eu, num ônibus, vindo para casa, apreciando, como faço poucas vezes, a paisagem típica de campo. O Sol ilumina meu rosto, minha boca e os olhos sob os óculos, que veêm minhas mãos refletidas no vidro. Mãos que desejam tocar teus lábios e percorrer teu corpo. Boca que deseja beijar-te.
Quando já descia a rua, caminhando em direção à minha casa, o Sol iluminou-me mais uma vez. Distraída e com o fone de ouvido, assustei-me com minha própria sombra.
Pensei que, por um momento, meus pensamentos haviam materializado você ao meu lado, mesmo que eu estivesse ciente da distância.

Comentários

Anônimo disse…
Nossa, que lindo!
Quantas vezes a gente não tem essas sensações, isso é resultado de muito pensar na mesma coisa, assim como acontece quando pensamos em um cheiro ou gosto e sentimos na boca, no olfato.
Beijos

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