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Reunião costumeira (Um conto do inconsciente)

Um pensamento tomou conta da mente dela. O dia inteiro. Seu inconsciente mandava-lhe mensagens que ela tentava não lembrar. Mas as mãos dele podem se fazer bem inesquecíveis. Na noite anterior, ele as fazia percorrer-lhe o corpo e deixavam-na vermelha. Elas vibravam em seu corpo. Ela queria gritar naquele silêncio que ela tinha que fazer. E ele a beijava quando ela ameaçava se fazer ouvir mais alto. A adrenalina e a sensação de ser descoberto sempre o fizeram ficar mais excitado. E naquela noite o prazer dela lhe era suficiente. Era uma espécie de vingança pelas provocações dela em noites anteriores. Ele movimentava as mãos e ela fazia caras e bocas, mordia o lábio inferior, a camisa dele e jogava a cabeça pra trás.
Quando ela enfim pediu:
- Para! Para, por favor!
-Você quer mesmo que eu pare?
- Hm... Erh...
Ele acelerou o movimento e aquele grito queria sair do peito dela. Ele a observava estremecer em seu colo e gemer... E gemer mais... E mais... E mais alto... E mais alto... Até que... Ela simplesmente explodiu. Soltou o grito que ele já sabia que era inevitável. Ele sorri triunfante. Ambos se beijam e ela "desmaia" no colo dele.

Então ela pede licença da reunião à qual ela não prestava atenção alguma. Vai ao banheiro lavar o rosto para retomar a concentração, mas a vibração das mãos dele não sai de sua cabeça e ela as sente em seu corpo ali, onde ele nem estava naquele momento.

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