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POEMA EM RESPOSTA à Castro Alves


Boa noite, Maria! Eu vou-me embora.
A lua nas janelas bate em cheio.
Boa noite, Maria! É tarde... é tarde. .
Não me apertes assim contra teu seio.

Boa noite! ... E tu dizes - Boa noite.
Mas não digas assim por entre beijos... 
Mas não mo digas descobrindo o peito,
- Mar de amor onde vagam meus desejos!
(Castro Alves)

Aguardo-te na minha inexperiência feminina
O passar de cada eternidade
E quando deitas em meu seio e adormeces
(no enlevo do meu seio)
Peço que permaneças assim pra sempre.

Uma nova vida nascerá, a nova aurora, 
-Deleita-te no meu puro sexo!-,
Imatura e precoce.
Determinemos os sons da noite.

O delírio já se faz natural  e presente todo sadismo
Que acorda o sono e cala o falante silêncio.
Solando o urro da paixão
Que a enchente do prazer torna lânguido.

Entrega-te também ao delicioso momento de agora
Desfaça-te de todo o teu pudor
E descobre o doce sabor do meu delicioso amor
Despe-te e vem!

(Stella Ales, 13 de outubro de 2008)





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