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A morte do autor

Como ousas me tomar até os ecos que restavam de tuas palavras? Evitei irar-me contra ti, mesmo depois de tanto tempo, mas tu, caríssimo, não apagas os ecos da minha voz, mas deletas os teus? Por quê? Sou indigna de ler tuas "santas" palavras? Cresça! E não me visites mais, afasta teus dedos do mouse e esquece que eu existo de uma vez por todas. Teu silêncio não me convence mais. Quis te dar espaço, importava-me de verdade com teu bem estar. Todavia não mais quero ver teu declínio. Afunda em tua escuridão sozinho. Tuas palavras são poeira ao vento, são areia movediça, são ouro de tolo. Podes levá-las. Saibas: és um grandíssimo idiota: inteligente e burro, o pobre sofredor, poeta que finge a dor que não sente. Será que sentes algo? Te pregavas tão bom, mas és tão mau e não o sabes? Ou ignoras? Fica com tuas ideias, tuas deficiências, com teu vício mórbido, com teus versos bem escritos e lamenta tua alma decadente. Chega! Já passou da hora de você parar de significar e junto a você se vão tuas opiniões, e atitudes, e teus olhares que só por desviarem-se já sei que ainda me notam, nem que seja para me detestar. Teu vício é de morte? Pois morreste para mim, junto com tuas palavras.

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